Um estudo apontou que os animais podem ter surgido até 200 milhões de anos antes do que a ciência acreditava até então. A nova teoria foi embasada a partir da análise de mais de 140 microfósseis, preservados da Biota de Kheseen, na Mongólia.
Algumas das amostras eram de localidades ainda não documentadas, que tiveram a necessidade de serem analisadas a partir de uma microscopia eletrônica de varredura, revelaram novas espécies de microfósseis e fósseis parecidos com embriões com células internas.
Segundo os pesquisadores, o material estudado tem um nível de preservação acima da média, com nenhum deles podendo ser descrito como um animal, mas que fazem questionar as teorias anteriores.
A partir das teorias antigas, os cientistas utilizaram uma técnica de comparação entre diferenças genéticas entre as espécies vivas, chamada de análise de relógio molecular.
A comparação utiliza dados do registro do fóssil como referência para calcular quando, aproximadamente, os fósseis viveram.
Quando a análise de relógio molecular foi realizada com os fósseis analisados em comparação com a Biota de Weng’an, da China, que também realiza a preservação de organismos microscópicos, os pesquisadores que publicaram a teoria na revista Science Advances, e que pode ser lido aqui, argumentam que os animais podem ser surgido 00 milhões de anos antes do que a data prevista pelos cientistas que usam o depósito fóssil chinês como base de estudos.
A Biota de Weng’an tem aproximadamente 590 milhões de anos. Quando a Biota de Kheseen surgiu, a Biota da China já estava em atividade. Essa questão traz a possibilidade de que os animais já viviam na Terra quando a Weng’an surgiu.
*Sob supervisão de André Rigue.

